eu lembro de você chorando, com a mão no peito, pedindo para deus (ou qualquer ser divino que você acredite ser deus) levar aquela dor embora
parecia insuportável e você se questionava se conseguiria sair daquele estado doloroso de tentar entender qual era o propósito de tudo

eu lembro de você tentando manter a cabeça em pé, com as notas da faculdade em dia
segurando cada memória boa do dia em que cê estava mais feliz e preparada pra viver.
eu lembro de você tentando comparecer às reuniões dos amigos
às cerimônias sociais e a todos os lugares que te distraíssem a mente
os ombros cansados
e o olhar pesado, porque aquele ciclo estava pedindo que você tivesse força demais e você achava que não tinha

a vida às vezes te tira do conforto de viver as relações e todas as experiências de maneira superficial e te mergulha, sem dó alguma, neste mar profundo do sentir
porque às vezes é preciso sentir com mais afinco, necessidade e expressão
porque às vezes é necessário olhar para si mesmo e se compreender apto a sair de um estado doloroso onde as coisas – das mais simples às mais complexas – doem e o coração não volta

eu lembro bem de você tentando reestruturar a casa, a vida, as opiniões sobre encontrar alguém
você dizia que nunca mais tentaria algo novo ou que se permitiria viver novas aventuras, daquelas que suscitam em nós uma adrenalina no céu da boca
você sente o gosto da vida raspando bem pertinho do seu corpo e você quer mais
mas você não queria

eu lembro de você dizendo que ia para um lugar longe, refazer a vida
outro estado? cidade? aquele curso tinha mais a sua cara
e
tantas outras coisas que te doíam e você não conseguia expressar

teus sentimentos ficavam perdidos dentro de você, não sabendo o momento exato de aparecerem.
era mágoa, rancor, tristeza, incerteza
e era também amor, esperança nos dias, vontade de sair daquele-estado

e hoje você está aqui. estamos.
hoje você passou por tudo aquilo que disse não suportar, mas que no fim acabou suportando e mais: transformou em força, tempestade, avalanche e metáfora sobre seguir

você seguiu em frente.
como quem sabe que pode contar consigo próprio nos piores possíveis momentos da vida.

você seguiu em frente e você está aqui, vivo. recuperado. pronto para outra
e mais outra
e muitas, mas muitas outras.

bem-vindo àquilo que chamo de viver.
estamos todos aqui, tentando.


eu lembro de você chorando, com a mão no peito, pedindo para deus (ou qualquer ser divino que você acredite ser deus) levar aquela dor embora
parecia insuportável e você se questionava se conseguiria sair daquele estado doloroso de tentar entender qual era o propósito de tudo

eu lembro de você tentando manter a cabeça em pé, com as notas da faculdade em dia
segurando cada memória boa do dia em que cê estava mais feliz e preparada pra viver.
eu lembro de você tentando comparecer às reuniões dos amigos
às cerimônias sociais e a todos os lugares que te distraíssem a mente
os ombros cansados
e o olhar pesado, porque aquele ciclo estava pedindo que você tivesse força demais e você achava que não tinha

a vida às vezes te tira do conforto de viver as relações e todas as experiências de maneira superficial e te mergulha, sem dó alguma, neste mar profundo do sentir
porque às vezes é preciso sentir com mais afinco, necessidade e expressão
porque às vezes é necessário olhar para si mesmo e se compreender apto a sair de um estado doloroso onde as coisas – das mais simples às mais complexas – doem e o coração não volta

eu lembro bem de você tentando reestruturar a casa, a vida, as opiniões sobre encontrar alguém
você dizia que nunca mais tentaria algo novo ou que se permitiria viver novas aventuras, daquelas que suscitam em nós uma adrenalina no céu da boca
você sente o gosto da vida raspando bem pertinho do seu corpo e você quer mais
mas você não queria

eu lembro de você dizendo que ia para um lugar longe, refazer a vida
outro estado? cidade? aquele curso tinha mais a sua cara
e
tantas outras coisas que te doíam e você não conseguia expressar

teus sentimentos ficavam perdidos dentro de você, não sabendo o momento exato de aparecerem.
era mágoa, rancor, tristeza, incerteza
e era também amor, esperança nos dias, vontade de sair daquele-estado

e hoje você está aqui. estamos.
hoje você passou por tudo aquilo que disse não suportar, mas que no fim acabou suportando e mais: transformou em força, tempestade, avalanche e metáfora sobre seguir

você seguiu em frente.
como quem sabe que pode contar consigo próprio nos piores possíveis momentos da vida.

você seguiu em frente e você está aqui, vivo. recuperado. pronto para outra
e mais outra
e muitas, mas muitas outras.

bem-vindo àquilo que chamo de viver.
estamos todos aqui, tentando.


eu lembro de você chorando, com a mão no peito, pedindo para deus (ou qualquer ser divino que você acredite ser deus) levar aquela dor embora
parecia insuportável e você se questionava se conseguiria sair daquele estado doloroso de tentar entender qual era o propósito de tudo

eu lembro de você tentando manter a cabeça em pé, com as notas da faculdade em dia
segurando cada memória boa do dia em que cê estava mais feliz e preparada pra viver.
eu lembro de você tentando comparecer às reuniões dos amigos
às cerimônias sociais e a todos os lugares que te distraíssem a mente
os ombros cansados
e o olhar pesado, porque aquele ciclo estava pedindo que você tivesse força demais e você achava que não tinha

a vida às vezes te tira do conforto de viver as relações e todas as experiências de maneira superficial e te mergulha, sem dó alguma, neste mar profundo do sentir
porque às vezes é preciso sentir com mais afinco, necessidade e expressão
porque às vezes é necessário olhar para si mesmo e se compreender apto a sair de um estado doloroso onde as coisas – das mais simples às mais complexas – doem e o coração não volta

eu lembro bem de você tentando reestruturar a casa, a vida, as opiniões sobre encontrar alguém
você dizia que nunca mais tentaria algo novo ou que se permitiria viver novas aventuras, daquelas que suscitam em nós uma adrenalina no céu da boca
você sente o gosto da vida raspando bem pertinho do seu corpo e você quer mais
mas você não queria

eu lembro de você dizendo que ia para um lugar longe, refazer a vida
outro estado? cidade? aquele curso tinha mais a sua cara
e
tantas outras coisas que te doíam e você não conseguia expressar

teus sentimentos ficavam perdidos dentro de você, não sabendo o momento exato de aparecerem.
era mágoa, rancor, tristeza, incerteza
e era também amor, esperança nos dias, vontade de sair daquele-estado

e hoje você está aqui. estamos.
hoje você passou por tudo aquilo que disse não suportar, mas que no fim acabou suportando e mais: transformou em força, tempestade, avalanche e metáfora sobre seguir

você seguiu em frente.
como quem sabe que pode contar consigo próprio nos piores possíveis momentos da vida.

você seguiu em frente e você está aqui, vivo. recuperado. pronto para outra
e mais outra
e muitas, mas muitas outras.

bem-vindo àquilo que chamo de viver.
estamos todos aqui, tentando.


ninguém existe como você

ninguém para como você no meio da rua pra observar a arquitetura que cê nem sabe dizer de que época é mas que te fascina. ninguém percebe a beleza do concreto como você

ninguém tem o tom dos seus cabelos quando o sol os atinge e ninguém aprecia o vento alvoroçando os fios como você quando fecha os olhos pelo simples prazer de sentir o nada te tocando

ninguém tem o brilho dos seus olhinhos lacrimejando só porque acha bonito demais os feixes de luz vazando, seja pelos prédios ou pelas árvores: ninguém tem a sua luz vendo a luz vazando por qualquer vão

ninguém escuta como você

ninguém gira no meio da rua como você pra gravar um vídeo de tudo rodopiando só pra comentar com alguém depois como é bonito também o caos

ninguém sabe desenvolver as suas metáforas, que ainda que você diga serem manjadas, sempre carregam uma imensidão nas suas significâncias (ainda que ninguém além de você consiga entender, ainda que as vezes nem exista como explicar)

ninguém sente as palavras como você, como quando as ressignifica ou quando explica que algumas deslizam enquanto outras tropeçam ou quando fala da maneira que elas saem da boca

ninguém tem o seu tom de voz desafinado quando canta nem o seu tom amável quando pede pra amiga te avisar que chegou em casa e que tá tudo bem

ninguém dança assim, tão despreocupada com a desaprovação quanto a sua falta de ritmo, pensando só no quanto está se divertindo enquanto morre de rir (ninguém tem a sua risada engraçada)

ninguém captura a simplicidade como você
seja com fotografias digitais
ou só com a memória

ninguém tem a sua poesia crua
nua
honesta

ninguém existe assim
bonito
como você


haverá vezes que você dará mais amor do que receberá. você está preparado pra passar por isso?

haverá vezes que você vai receber mais amor do que doará. como você se sentirá sabendo desse espaço?

em alguns relacionamentos, você vai quebrar a cara porque sua expectativa pulará as barreiras, socará os vidros de casa, implorará para que o outro fique. mas ele não vai ficar e você estará, mais uma vez, sozinha no meio da rua, do bairro, da cidade, do país.

em alguns outros, você quem acabará ferindo alguém que ama muito. poderá acontecer involuntariamente, mesmo que você tente ao máximo podar a maneira com que fala, se despede, diz que vai embora. você acabará ferindo alguém que ama em pleno domingo de carnaval e cada um acabará indo para um lado, onde encontro nenhum será possível. ali você saberá que é o fim.

haverá vezes que vão tentar arrancar sua capacidade messiânica de dar amor. vão encontrar em você frestas para te fazer de besta (ou trouxa), para te passar para trás. mas você não tem e não terá culpa de, infelizmente, ter caído na armadilha da vida. às vezes, ela prega peça na gente para que aprendamos com nossas escolhas, inclusive aquelas que fazem parte da nossa vida amorosa. haverá vezes que vão pisar em você só porque você foi bom, gentil, afetuoso. porque você decidiu nadar contra a maré e se rebelar contra essa onda de irresponsabilidade afetiva e emocional. porque você é diferente dos outros e felizmente entendeu que não vale a pena usar as pessoas como pontes ou caminhos para curar feridas internas. porque você entendeu que pessoas são seres que sentem, carregam traumas, estão cheias de calos e merecem respeito não só enquanto indivíduo, mas também enquanto alguém que chegou até aqui, apesar de.

haverá vezes que tentarão roubar esse amor de dentro de você, te fazendo desacreditar na ideia do amar e de que é possível começar um outro caminho. haverá vezes que tentarão de tudo para que você seja como eles: efêmeros, que carregam o desinteresse na pele e afastam as conexões. mas, lembre-se: você é diferente. você faz parte do grupo de pessoas que coloca a mão no peito, que abraça sem sentir vergonha, que sente e diz que sente. você faz parte do grupo de pessoas que manda textão, que chora porque é necessário, que não tem medo ou vergonha de sentir.

a você: obrigada.

você é um ser humano incrível por se desvencilhar das amarras e convenções sociais. você é incrível também por saber que, apesar da dor e desilusões amorosas, haverá caminhos para se seguir. você tem as estradas, amor não lhe faltará, outras conexões também não. obrigada por nadar contra a maré e não perpetuar a frieza e o desinteresse emocional em outra pessoa. o mínimo do amor que você deve àqueles com quem se relaciona começa primeiro na honestidade.

você está ferido por alguém, mas amanhã haverá outro dia. a adrenalina do susto está passando e você, você ainda tem amor demais para doar a quantos carnavais vierem por aí.